15:45 sábado, 14 fevereiro 2026
A Onça
No Result
View All Result
A Onça
No Result
View All Result
A Onça
No Result
View All Result
Estudo explica diferença de sintomas entre febre do Oropouche e dengue

Estudo explica diferença de sintomas entre febre do Oropouche e dengue

A Onça by A Onça
9:15 domingo, 1 fevereiro 2026
in Brasil
A A

Um estudo desenvolvido por pesquisadores brasileiros durante um surto de febre do Oropouche no país, em 2024, pretende auxiliar no diagnóstico e na diferenciação de sintomas entre essa doença e a dengue, especialmente em regiões onde elas circulam juntas.

Chamado de Perfis clínicos e laboratoriais da doença do vírus Oropouche no surto de 2024 em Manaus, Amazônia Brasileira, e publicado na revista científica PLOS Neglected Tropical Diseases, o estudo apontou que os sintomas da febre do Oropouche são muito semelhantes aos da dengue.

Notícias relacionadas:SUS vai vacinar profissionais de saúde contra dengue em fevereiro.Antes restrita à Amazônia, febre oropouche se espalha pelo país.Estado de São Paulo confirma primeira morte por dengue em 2026.No entanto, destacou Maria Paula Mourão, médica pesquisadora da Rede Colaborativa de Vigilância Ampliada e Oportuna (Revisa), a pesquisa apontou que há algumas diferenças importantes entre elas, que nem sempre são facilmente percebidas pela equipe clínica.

“No Oropouche, a dor de cabeça costuma ser mais intensa, as dores articulares são mais frequentes, e as manchas na pele tendem a ser mais disseminadas. Também observamos alterações laboratoriais mais significativas, como aumento discreto de enzimas do fígado, e diferenças na resposta do sistema imunológico”, disse Maria Paula, em entrevista à Agência Brasil.

“Já na dengue costuma ocorrer mais diminuição das plaquetas, risco maior de sangramentos e de choque. Mesmo assim, só os sintomas não são suficientes para diferenciar com segurança uma doença da outra”, acrescentou.

Você podequerer ler

Lula parabeniza Lucas Pinheiro por ouro inédito nos Jogos de Inverno

Lula parabeniza Lucas Pinheiro por ouro inédito nos Jogos de Inverno

14 de fevereiro de 2026
Pegadas de dinossauros são achadas próximas dos Jogos de Inverno

Pegadas de dinossauros são achadas próximas dos Jogos de Inverno

14 de fevereiro de 2026
Festival Rec-Beat começa neste sábado no Recife, celebrando 30 anos

Festival Rec-Beat começa neste sábado no Recife, celebrando 30 anos

14 de fevereiro de 2026
Caso de Itumbiara acende alerta para violência vicária; entenda

Caso de Itumbiara acende alerta para violência vicária; entenda

14 de fevereiro de 2026

De acordo com a pesquisadora, é muito difícil para a população em geral e também para os profissionais da saúde diferenciarem as duas doenças apenas pelos sintomas que provocam.

Por isso, ressalta ela, o mais importante não é fazer essa diferenciação, mas estabelecer um cuidado e um tratamento que sejam eficientes contra esses sintomas.

“Mais importante do que saber o nome da doença é reconhecer rapidamente os sinais de gravidade, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura, confusão mental ou piora progressiva do estado geral e buscar o serviço de saúde mais próximo”, alertou.

Ela acrescentou que gestantes, crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas precisam de um cuidado ainda mais atento quando apresentam febre, mesmo que os sintomas pareçam leves no início. “Nesses grupos, a recomendação é procurar avaliação médica precoce e não esperar a piora do quadro”.

 

Mosquito maruim, transmissor da febre do Oropouche Foto: Conselho Federal de Farmácia/Divulgação

Linhagem de maior virulência

O trabalho foi conduzido por um grupo de pesquisadores brasileiros e é resultado da Rede de Vigilância em Saúde Ampliada (Revisa), organizada com apoio do Instituto Todos pela Saúde (ItpS).

Esse estudo acompanhou pessoas com doença febril aguda que buscaram atendimento na Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), em Manaus (AM).

Os pacientes foram acompanhados por até 28 dias, com avaliação clínica, exames laboratoriais e testes específicos para dengue, oropouche e outras arboviroses.

Durante esse trabalho, os pesquisadores também concluíram que o surto que ocorreu em Manaus foi provocado por uma linhagem reordenada do Oropouche, já detectada em anos anteriores, mas com características de maior virulência e replicação, o que pode explicar a intensidade e o alcance do surto de 2024.

“Identificamos que o vírus que circulou em Manaus em 2024 pertence a uma linhagem que já vinha circulando no Brasil, mas que passou por modificações genéticas ao longo do tempo. Isso sugere transmissão local contínua”.

A pesquisadora explicou que essas mudanças podem ter contribuído para a intensidade do surto, mas não são o único fator — questões ambientais, climáticas e a presença do vetor também têm papel importante.

 

Combate a focos do mosquito da dengue. Foto: José Cruz/Agência Brasil

A febre do Oropouche

A febre do Oropouche é causada por um vírus que é transmitido principalmente pelo mosquito Culicoides paraensis, mais conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, incidente em todo o país.

Depois de picar uma pessoa ou animal infectado, o vírus permanece no inseto por alguns dias. Então, quando o inseto pica uma pessoa saudável, ele pode infectá-la com o vírus.

Pesquisadora do Instituto Todos pela Saúde (ItpS), Bárbara Chaves explica que dengue e febre do oropouche são arboviroses, doenças causadas por vírus transmitidos por insetos.

“A dengue é uma doença bastante conhecida pelos brasileiros, com a qual convivemos há muitos anos. Tem alta incidência no Brasil, principalmente devido à abundância do mosquito transmissor, o Aedes aegypti. Isso se deve ao clima favorável para a proliferação do mosquito e à característica urbana dessa espécie”, ressaltou.

Já a febre do Oropouche, lembrou a pesquisadora, ficou mais conhecida no país a partir de 2024, quando passou a ser notificada também em outros estados brasileiros.

“Essa dispersão e aumento no número de casos de febre do Oropouche podem ter ocorrido por um conjunto de fatores, como mudanças no uso da terra, incluindo desmatamento e desenvolvimento agrícola”, esclareceu.

Para Bárbara, a diminuição de do número de casos de ambas as doenças depende de melhorar o diagnóstico e o monitoramento.

“Em relação à dengue, podemos diminuir a incidência com o combate ao mosquito transmissor, ou seja, com a eliminação dos criadouros. Há também estratégias já adotadas em algumas cidades, como o método Wolbachia [tecnologia que consiste em inserir a bactéria Wolbachia em alguns mosquitos para impedir que os vírus dessas doenças se desenvolvam dentro do mosquito], além da vacina contra o vírus”, disse ela.

No entanto, no caso do Oropouche, o combate é um pouco mais complicado, já que o mosquito que provoca a doença se reproduz em ambientes naturais, úmidos e ricos em matéria orgânica em decomposição.

“Há medidas que podem ajudar a conhecer e responder melhor a essas duas doenças, como monitorar a evolução dos vírus para identificar diferentes linhagens e melhorar o diagnóstico diferencial entre as duas doenças, principalmente em regiões onde ambos os vírus circulam”.

Siga A Onça no


Compartilhe isso:

  • Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
Tags: Agencia BrasilBrasilNotícias

Leia também

Lula parabeniza Lucas Pinheiro por ouro inédito nos Jogos de Inverno

Lula parabeniza Lucas Pinheiro por ouro inédito nos Jogos de Inverno

by A Onça
14 de fevereiro de 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou neste sábado (14) a medalha de ouro conquistada pelo brasileiro Lucas Pinheiro Braathen no slalom gigante, modalidade esportiva dos Jogos Olímpicos de Inverno. É ourooooooooooooooooooooo! 🇧🇷✨ O Brasil fez história nos Jogos...

Pegadas de dinossauros são achadas próximas dos Jogos de Inverno

Pegadas de dinossauros são achadas próximas dos Jogos de Inverno

by A Onça
14 de fevereiro de 2026

Paleontólogos italianos descobriram milhares de pegadas de dinossauros em uma parede rochosa quase vertical a mais de 2 mil metros acima do nível do mar no Parque Nacional Stelvio, uma descoberta que, segundo eles, está entre os sítios mais ricos...

Festival Rec-Beat começa neste sábado no Recife, celebrando 30 anos

Festival Rec-Beat começa neste sábado no Recife, celebrando 30 anos

by A Onça
14 de fevereiro de 2026

No começo da noite deste sábado (14) gordo de Carnaval, o Cais da Alfândega, no Recife, receberá mais uma edição do Rec-Beat – festival que comemora 30 anos em 2026, mantendo vivas a vitalidade e a inquietação que marcaram sua...

Load More
  • Home
  • Política de Cookies
  • Posts

© 2023 A Onça

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password? Sign Up

Create New Account!

Fill the forms below to register

All fields are required. Log In

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

No Result
View All Result
  • Home
  • Postagens
  • Artigos da Onça
  • Brasil
  • Polícia
  • Governo
  • Campo Grande
  • Política
  • Saúde
  • Clima
  • Emprego
  • Cultura e Lazer
  • Emprego

© 2023 A Onça

Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições Ver política de privacidade