Segundo a nota, a expectativa é de que “a verdade seja buscada com coragem, responsabilidade e respeito à memória de Fabíola”
A família da fisioterapeuta Fabíola Marcotti divulgou nesta segunda-feira (27) uma nota pública em que contesta a hipótese de suicídio para a morte da mulher e afirma estar convicta de que ela foi vítima de feminicídio.
O caso segue cercado de repercussão desde maio, quando Fabíola foi encontrada morta com um disparo na cabeça em uma chácara na região da Chácara dos Poderes, em Campo Grande, onde morava com o marido, o cardiologista João Jazbik Neto.
No documento, assinado pelo advogado Márcio Leonardo Almeida das Virgens, a família afirma que “não aceita a tese de autoextermínio” e sustenta que Fabíola foi morta “dentro de um contexto que precisa ser apurado com o máximo rigor, sem pressa, sem omissões e sem qualquer tentativa de apagar a verdade”.
A nota destaca que os familiares optam por não divulgar detalhes técnicos da investigação em respeito ao sigilo processual, mas garantem que acompanharão atentamente cada etapa da apuração.
“A família seguirá atenta a cada ato, a cada laudo, a cada depoimento e a cada resposta que ainda precisa ser dada”, diz o texto.
Confiança na investigação
Apesar de contestar a linha do suicídio, a família registra confiança no trabalho conduzido pela delegada Analu Lacerda Ferraz, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), além da Perícia Oficial, do Ministério Público e do Poder Judiciário.
Segundo a nota, a expectativa é de que “a verdade seja buscada com coragem, responsabilidade e respeito à memória de Fabíola”.
Os familiares também fazem um apelo para que a morte da fisioterapeuta não seja encerrada sem o completo esclarecimento dos fatos.
“Que nenhuma versão conveniente seja aceita sem confronto com a prova. (…) Não buscamos vingança. Buscamos justiça”, afirma o documento.
Caso ganhou novos desdobramentos
A morte de Fabíola Marcotti ocorreu em 18 de maio deste ano. Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio no boletim de ocorrência, enquanto o marido da vítima, o cardiologista João Jazbik Neto, foi autuado por fraude processual e posse irregular de armas após a retirada de armamentos do imóvel onde ocorreu a morte.
Durante as investigações, a Polícia Civil informou que encontrou inconsistências nas versões apresentadas e que o caso seria apurado sob perspectiva de gênero.
Posteriormente, a defesa do médico passou a sustentar a tese de suicídio. Em resposta, a família divulgou a nota pública reiterando que discorda dessa versão e defendendo que a investigação continue até o esclarecimento completo dos fatos.






