Senador afirma que ordem do STF também o impede de deixar o país; medida foi cumprida pela Polícia Federal após determinação do ministro
O senador e candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que foi intimado pela Polícia Federal a entregar os passaportes comum e diplomático. Segundo ele, a medida também o impede de deixar o país e foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio disse que recebeu a intimação após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele declarou que entregará os documentos e contestará a decisão.
“Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar”, afirmou.
No vídeo, o senador também criticou a presença de agentes da Polícia Federal nas proximidades de sua residência e disse que a decisão de Moraes teria como base uma declaração do irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). Em entrevista a um programa apresentado pelo comentarista norte-americano Steven Crowder, Eduardo sugeriu que Flávio deixasse o Brasil caso perdesse a eleição.
Flávio não reconheceu o resultado das urnas. Após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmar a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador alegou que fiscais do PL teriam sido retirados da sala-cofre. O TSE desmentiu a afirmação.
Nesta segunda-feira (26), Flávio voltou a questionar a prorrogação do horário de votação. “O que aconteceu nesse intervalo de tempo, ninguém consegue entender e isso precisa ser esclarecido”, disse. Levantamento com dados do TSE apontou que 34,3 mil votos foram registrados depois das 17h.
Lula venceu a eleição com 51,79% dos votos, contra 48,21% de Flávio — uma diferença superior a 4 milhões de votos. No primeiro turno, o senador havia terminado à frente, com mais de 2 milhões de votos de vantagem, mas não manteve a dianteira no segundo turno.





