Ação preventiva reforça vigilância na Serra do Amolar antes do período crítico de seca
Uma operação realizada nesta semana assegurou a continuidade do monitoramento em tempo real contra incêndios florestais no Pantanal. A ação ocorreu na região da Serra do Amolar, onde foi feita a manutenção de uma das torres do Sistema Pantera, tecnologia responsável por identificar focos de fumaça em poucos minutos.
O serviço incluiu a substituição de quatro baterias que garantem o funcionamento ininterrupto das câmeras de alta resolução, que operam 24 horas por dia. A manutenção foi realizada em um período estratégico, antes da fase mais crítica de calor intenso e estiagem.
Devido ao difícil acesso, a operação contou com apoio aéreo, o que reduziu significativamente o tempo de execução. Sem esse suporte, o transporte dos equipamentos — que ultrapassam 120 quilos — poderia levar dias entre deslocamentos terrestres e fluviais.
O sistema permite a detecção rápida de fumaça, agilizando o acionamento das equipes e aumentando as chances de conter focos ainda no início, evitando que se transformem em grandes incêndios.
Além da manutenção, equipes também reforçaram ações preventivas na região, com abertura e limpeza de aceiros no entorno da torre. Ao longo deste ano, mais de 30 quilômetros dessas faixas de proteção já foram implantados.
Os alertas gerados são compartilhados com órgãos de emergência, brigadas e moradores de áreas remotas, fortalecendo a resposta rápida em situações de risco.
A preocupação aumenta para o segundo semestre, quando a previsão indica temperaturas mais altas e baixa umidade do ar — condições que favorecem o avanço das queimadas. Diante desse cenário, o monitoramento contínuo e as ações preventivas são essenciais para proteger o Pantanal, sua biodiversidade e as comunidades locais.






