Ações no sistema prisional somam 486 novos perfis genéticos e fortalecem identificação de autores de crimes
A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul ampliou em 486 perfis o Banco Estadual de Perfis Genéticos após duas etapas de coleta realizadas no Complexo Penitenciário da Gameleira, em Campo Grande. A iniciativa reforça o trabalho de investigação criminal e aumenta a capacidade de identificação de autores por meio de vestígios biológicos.
A segunda etapa foi realizada na Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira I, com a coleta de 186 amostras. A primeira ocorreu no fim de abril, na Gameleira II, quando foram recolhidas outras 300 amostras.
As ações fazem parte das metas do Contrato de Gestão 2026, firmado entre a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e o Governo do Estado, com foco no fortalecimento do Banco de Perfis Genéticos. O trabalho é executado pelo Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (IALF), com apoio da Polícia Penal.
Após a coleta, o material é processado em laboratório e, quando atende aos critérios técnicos e legais, é inserido nos bancos estadual e nacional de perfis genéticos. As informações são utilizadas em comparações que auxiliam na identificação de suspeitos, na ligação entre diferentes crimes e no andamento de investigações.
Segundo a direção do IALF, o aumento do número de amostras amplia as chances de coincidência entre perfis cadastrados e vestígios encontrados em cenas de crime, fortalecendo a ferramenta como apoio à investigação.
Dados da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos apontam que Mato Grosso do Sul já soma mais de 5,4 mil perfis cadastrados, com mais de 80 investigações auxiliadas e dezenas de coincidências genéticas registradas.
A Polícia Penal atua na triagem dos custodiados e na segurança durante as coletas nas unidades prisionais. A ampliação do banco também acompanha mudanças na legislação federal, que expandiram os casos em que a coleta de DNA passa a ser obrigatória.
A expectativa é de que novos mutirões sejam realizados no interior do Estado, ampliando ainda mais a base genética e fortalecendo o uso da ferramenta como apoio estratégico na elucidação de crimes.






