
A Prefeitura de Campo Grande integrou, nesta terça-feira (2), o 3º Encontro de Apoio Técnico do programa Meu Município pelos ODS. O evento online uniu gestores de diversas regiões para debater diagnósticos e indicadores essenciais na estruturação de políticas públicas pautadas pela Agenda 2030.
A presidente do Fundo de Apoio à Comunidade (FAC), Adir Diniz, representou a Capital no debate. A atuação dá continuidade à inserção do município nas discussões nacionais, somando-se à participação na 1ª Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, sediada em Brasília.
A prefeita Adriane Lopes destaca a relevância do planejamento estratégico. “A nossa gestão trabalha para transformar os compromissos da Agenda 2030 em ações concretas que melhoram a vida das pessoas. Planejamento estratégico e sustentabilidade caminham juntos na construção de uma cidade preparada para o futuro, onde o cuidado com o meio ambiente resulta em desenvolvimento e justiça social para todas as famílias de Campo Grande.”
A visão de impacto direto nas comunidades pautou as discussões do grupo. “Estar nesses espaços de discussão técnica reforça o compromisso de Campo Grande com uma gestão humana, eficiente e orientada por resultados. Quando olhamos para a Agenda 2030 e para os indicadores de sustentabilidade, não estamos tratando apenas de dados ou relatórios, mas da melhoria real na qualidade de vida das nossas famílias e da garantia de que os investimentos cheguem com prioridade onde a população mais precisa”, destacou Adir.
Planejamento e reconhecimento
A Secretaria Especial de Planejamento e Parcerias Estratégicas (SEPPE) acompanha os indicadores dos ODS na Capital. O monitoramento embasa decisões administrativas e reflete diretamente no planejamento urbano local. O Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental (PDDUA) de Campo Grande integra o guia do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) dedicado à Agenda 2030.
O reconhecimento internacional corrobora as ações locais. Em março de 2026, a cidade conquistou, pela sétima vez consecutiva, o título de Cidade Árvore do Mundo (Tree City of the World), chancelado pela Arbor Day Foundation em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
“Campo Grande tem demonstrado que sustentabilidade exige integração. Planejamento urbano, arborização, qualidade de vida, resiliência climática e desenvolvimento social precisam fazer parte de uma mesma estratégia de cidade”, afirmou o representante do Movimento Nacional ODS em Mato Grosso do Sul, Marcos Rocha, ao lado do coordenador-geral adjunto Fernando Okada.
Governança climática
O debate nacional alertou para a urgência da governança climática nos municípios. As discussões abordaram a Carta de São Luís e a Resolução-Diretriz para o Controle Externo da Política Climática, instrumento que orienta os Tribunais de Contas na avaliação de riscos, mitigação e transparência ambiental.
“A agenda climática está deixando de ser apenas uma declaração de intenções. Ela passa a exigir planejamento, indicadores, gestão de riscos, transparência e capacidade institucional. Os municípios que se anteciparem estarão mais preparados para responder aos desafios ambientais e às novas exigências da administração pública”, avaliaram os representantes do Movimento.
O encontro expôs também um marco para Mato Grosso do Sul, com a adesão da totalidade dos 79 municípios ao Pacto da Sustentabilidade e Resiliência Climática, com articulação direta do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS).
“Alcançamos 100% de adesão dos municípios. O próximo passo, e talvez o mais importante, é transformar esse compromisso em capacidade de execução nos territórios”, afirmou Marcos Rocha.
O cronograma estadual projeta a implantação das Comissões Municipais dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (CMODS). Os grupos atuarão como instâncias de articulação da Agenda 2030, aproximando o poder público da sociedade civil e do setor produtivo para estruturar soluções adaptadas à realidade local.






