Tomate, batata e café ficaram mais baratos e contribuíram para reduzir o IPCA-15
A prévia da inflação oficial do Brasil perdeu força em julho, impulsionada pela queda nos preços dos alimentos. Dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) mostram que o grupo Alimentação e Bebidas registrou recuo de 0,66%, o segundo mês consecutivo de redução.
O principal motivo para a queda foi o barateamento dos alimentos consumidos em casa, que tiveram redução de 1,14%. O resultado reflete o aumento da oferta de produtos agrícolas com o avanço das colheitas.
Entre os itens que mais reduziram de preço estão o tomate, com queda de 19,95%, a batata-inglesa, que ficou 10,03% mais barata, e o café moído, com recuo de 3,13%. Por outro lado, alguns produtos registraram alta, como a cebola, que subiu 7,10%, e o pão francês, com aumento de 0,65%.
Já a alimentação fora de casa ficou mais cara. O preço das refeições acelerou, passando de alta de 0,39% em junho para 0,66% em julho. Os lanches também subiram, mas em ritmo menor, com variação de 0,30%.
No resultado geral, o IPCA-15 avançou 0,06% em julho, abaixo dos 0,41% registrados no mês anterior. No acumulado de 2026, a inflação soma 3,51%, enquanto o índice dos últimos 12 meses ficou em 4,52%, abaixo dos 4,80% observados anteriormente.
Especialistas atribuem o alívio nos preços à chegada das safras de inverno e ao aumento da oferta de alimentos. Apesar da melhora, fatores como condições climáticas, custos de produção e despesas com transporte continuam sendo acompanhados por seu potencial de influenciar os preços nos próximos meses.