Levantamento de setembro de 2026 mostra diferenças entre os municípios do corredor internacional; Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo têm os maiores índices, enquanto Nioaque e Jardim ainda apresentam cobertura menor
A implantação da Rota Bioceânica, corredor rodoviário que ligará o Brasil aos portos do Chile, passando por Paraguai e Argentina, também traz desafios para a infraestrutura urbana de Mato Grosso do Sul. Entre eles está a ampliação do saneamento básico, especialmente nas cidades que integram o trajeto e podem receber maior circulação de pessoas, mercadorias e investimentos.
O corredor atravessa municípios como Três Lagoas, Água Clara, Ribas do Rio Pardo, Campo Grande, Sidrolândia, Nioaque, Guia Lopes da Laguna, Jardim e Porto Murtinho. Nessas localidades, a estrutura de coleta e tratamento de esgoto apresenta diferentes níveis de cobertura.
Dados de setembro de 2026 apontam que Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo possuem 99% de cobertura de esgotamento sanitário. Em Porto Murtinho, município que terá ligação direta com o Paraguai por meio da ponte internacional, o índice chega a 92,35%.
Sidrolândia registra 87,27%, enquanto Guia Lopes da Laguna apresenta cobertura de 85,47%. Já em Jardim, o atendimento alcança 59,29%, e em Nioaque, 56%.
Os números evidenciam diferenças na infraestrutura disponível entre as cidades que fazem parte do corredor. Nos municípios com índices menores, a ampliação da rede de coleta e tratamento de esgoto permanece como um dos desafios para acompanhar o crescimento urbano.
Saneamento e proteção ambiental
Em Porto Murtinho, a expansão da atividade econômica e do transporte de cargas exige atenção especial à infraestrutura sanitária. Além da importância logística para a Rota Bioceânica, o município está próximo ao Pantanal, região ambientalmente sensível.
A coleta e o tratamento adequados do esgoto são medidas importantes para reduzir o risco de contaminação de rios e outros recursos hídricos, contribuindo para a preservação ambiental.
A ampliação do saneamento também tem impacto direto na saúde pública, na qualidade de vida dos moradores e nas condições de desenvolvimento das cidades.
Com a expectativa de intensificação das atividades econômicas ao longo da Rota Bioceânica, a infraestrutura de saneamento passa a integrar os desafios de planejamento dos municípios sul-mato-grossenses, especialmente diante da necessidade de conciliar crescimento, saúde e proteção ambiental.






