Senadora de MS afirma que mudança pode ampliar qualidade de vida; Tereza Cristina votou contra proposta na CCJ
A senadora Soraya Thronicke (PSB) voltou a defender o fim da escala 6×1 e afirmou que o modelo já é aplicado em empresas da própria família. Para ela, a mudança na jornada representa uma oportunidade de ampliar o tempo de descanso e a convivência dos trabalhadores com seus familiares.
Soraya também rebateu o argumento de que a redução da jornada poderia inviabilizar negócios. Segundo a senadora, a experiência adotada pela família mostra que é possível reorganizar as atividades sem comprometer o funcionamento das empresas.
“Trabalhador não quer privilégio”, afirmou a parlamentar, ao defender que o debate também considere qualidade de vida e tempo fora do ambiente de trabalho.
No Senado, a proposta encontra resistência. A senadora Tereza Cristina (PP), também de Mato Grosso do Sul, votou contra o texto durante a análise na Comissão de Constituição e Justiça. Ela defende cautela na discussão sobre mudanças na jornada dos trabalhadores.
A proposta, que prevê o fim da escala 6×1, deveria avançar para análise do plenário do Senado após passar pela CCJ. A votação, no entanto, foi adiada após uma articulação da oposição, que defende que o tema seja retomado depois das eleições de 2026.
A discussão coloca em lados opostos parlamentares sul-mato-grossenses e mantém no centro do debate a relação entre jornada de trabalho, produtividade e qualidade de vida.





