Durante a ação, os criminosos cobriram o rosto da vítima e passaram a exigir dinheiro e senhas bancárias, utilizando ameaças e violência extrema
A Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos (DERF) prendeu, nesta quinta-feira (28), os dois últimos investigados por participação em uma tentativa de latrocínio registrada no bairro Jardim Columbia, em Campo Grande, na madrugada do dia 21 de março.
As prisões foram decretadas pela Justiça após representação da Polícia Civil, com base nas provas reunidas ao longo da investigação. Um terceiro envolvido já havia sido preso anteriormente e confessou participação no crime, além de indicar os comparsas.
De acordo com as apurações, a vítima, um serralheiro de 36 anos, havia acabado de chegar em casa após sair de uma tabacaria, quando foi surpreendida pelos criminosos. O grupo invadiu a residência durante a madrugada, arrombou a porta e rendeu o morador.
O homem teve a liberdade restringida ao ser amarrado com fios e cordões. Durante a ação, os criminosos cobriram o rosto da vítima e passaram a exigir dinheiro e senhas bancárias, utilizando ameaças e violência extrema.
Mesmo imobilizado, o serralheiro foi brutalmente agredido com chutes e sofreu golpes de faca no rosto, pescoço e ombro. Ferido, conseguiu se arrastar até o quintal da casa e pedir ajuda a um vizinho, sendo socorrido pelo Corpo de Bombeiros.
As investigações também apontaram que cartões bancários da vítima foram utilizados poucas horas após o crime em uma lanchonete próxima ao local. Testemunhas relataram que os suspeitos consumiram bebidas, cigarros e alimentos com os cartões roubados.
Imagens de câmeras de segurança e reconhecimentos fotográficos confirmaram a presença dos envolvidos nas proximidades da residência no momento do crime. A Polícia Civil identificou ainda que houve divisão de tarefas entre os autores, sendo que um deles utilizou a faca nas agressões, enquanto outro auxiliava na contenção da vítima.
Segundo a DERF, as prisões preventivas foram solicitadas devido à gravidade do crime, à violência empregada e ao risco à ordem pública. O caso segue sob investigação.






