Especialista explica por que as emoções ficam mais intensas durante os jogos e orienta como evitar excesso de ansiedade
A Copa do Mundo vai além do futebol e pode impactar diretamente o corpo e a mente. Durante o torneio, é comum sentir mais ansiedade, euforia ou até tristeza, reações que fazem parte de um processo natural do cérebro, mas que também exigem atenção para evitar excessos.
Segundo especialistas, o principal fator por trás dessa intensidade emocional é o sentimento de pertencimento. Ao torcer pela seleção, muitas pessoas se sentem parte de algo maior, o que faz com que vitórias e derrotas sejam vividas de forma pessoal.
Durante os jogos, o organismo entra em estado de alerta. Há liberação de adrenalina, que aumenta os batimentos cardíacos e a atenção, e de dopamina, ligada à sensação de prazer — especialmente em momentos como gols e vitórias. Já em situações de tensão, como pênaltis, a ansiedade tende a crescer, com sintomas como respiração acelerada e tensão muscular.
Para lidar com essas reações, a orientação é manter o equilíbrio. Assistir aos jogos em ambientes agradáveis, com amigos ou familiares, pode contribuir para uma experiência mais positiva. Também é importante evitar o consumo excessivo de álcool e respeitar os próprios limites emocionais.
Outro ponto de atenção são as superstições e comportamentos impulsivos. Embora comuns, eles não têm influência real no resultado dos jogos e podem ser um sinal de tentativa de controle diante da ansiedade.
A Copa também pode trazer benefícios. Quando vivida de forma saudável, fortalece vínculos sociais, cria memórias afetivas e promove momentos de lazer.
Por outro lado, se houver excesso de estresse, irritação ou impacto no dia a dia, é importante desacelerar e buscar equilíbrio, lembrando que se trata de um evento esportivo.
A recomendação é clara: aproveite o momento, torça, comemore, mas sem deixar que a emoção ultrapasse os limites do bem-estar.






