Familiares dizem confiar na Justiça e afirmam que decisão reforça necessidade de esclarecer a morte da fisioterapeuta
A família de Fabiola Marcotti se manifestou neste sábado (15) após a nova prisão preventiva de João Jazbik Neto, decretada no curso da investigação sobre a morte da fisioterapeuta. Em nota, os familiares afirmaram que confiam na atuação da Justiça e das instituições responsáveis pela apuração do caso.
Para a família, a decisão representa um novo capítulo na investigação e reforça a necessidade de esclarecer todas as circunstâncias da morte de Fabiola. Os parentes afirmam acreditar que ela foi vítima de feminicídio, mas ressaltam que não defendem um julgamento antecipado.
A nova prisão preventiva foi determinada pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos, após a análise dos elementos reunidos durante a investigação. Na manifestação, a família destaca que respeita o devido processo legal, a presunção de inocência e o direito de defesa de João Jazbik Neto.
Os familiares também voltaram a questionar a versão de suicídio apresentada inicialmente para explicar a morte de Fabiola. Segundo a nota, elementos periciais já divulgados levantaram dúvidas sobre essa hipótese, entre eles a ausência de sinais característicos de um disparo realizado a curta distância.
Outro ponto citado pela família é a suspeita de alteração da cena onde Fabiola foi encontrada, com a retirada de armas e munições. Para os parentes, a circunstância reforça a importância de uma investigação rigorosa e baseada nas provas.
A família também fez questão de reconhecer o trabalho da delegada Analu Lacerda Ferraz e da equipe da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM). Segundo os familiares, a investigação tem buscado confrontar diferentes versões com depoimentos, perícias e demais elementos técnicos.
Fabiola era fisioterapeuta e, segundo a família, tinha uma história marcada por sonhos, projetos e relações familiares e de amizade. A manifestação ocorre durante o Agosto Lilás, campanha de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher.
No comunicado, os familiares afirmam que não buscam vingança nem condenação pela opinião pública. “A família não busca vingança. Busca Justiça. Não pede condenação pela opinião pública. Pede verdade”, diz o texto.
A família encerra a manifestação afirmando que continuará acompanhando a investigação e cobrando o esclarecimento completo da morte de Fabiola.






