Setor de serviços lidera contratações, enquanto agropecuária registra queda no período
Mato Grosso do Sul encerrou março de 2026 com a criação de 3.554 empregos com carteira assinada, segundo dados do Novo Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado foi impulsionado pelo desempenho positivo de quatro dos cinco principais setores da economia estadual.
O setor de Serviços liderou a geração de vagas, com 1.680 novos postos. Em seguida aparecem a Indústria, com 1.208 empregos criados, a Construção, com 886 vagas, e o Comércio, que teve saldo positivo de 227 contratações. Em contraste, a Agropecuária registrou retração, com o fechamento de 447 postos de trabalho.
Entre os municípios, Campo Grande foi o principal destaque na geração de empregos, com 1.428 novas vagas. Também tiveram bom desempenho Inocência, com 899 postos, Três Lagoas, com 324, e Corumbá, com 271.
Na divisão por gênero, os homens ocuparam a maioria das vagas abertas no mês, somando 1.803 postos, enquanto as mulheres preencheram 1.751. Já entre as faixas etárias, jovens de 18 a 24 anos foram os mais beneficiados, com 1.298 admissões. Em relação à escolaridade, trabalhadores com ensino médio completo concentraram a maior parte das contratações, totalizando 2.157 vagas.
No cenário nacional, o país registrou a criação de 228.208 empregos formais em março, resultado de 2,52 milhões de admissões e 2,29 milhões de desligamentos. Com isso, o Brasil acumula 613.373 novas vagas no primeiro trimestre de 2026 e 1,21 milhão nos últimos 12 meses.
O total de empregos com carteira assinada chegou a 49,08 milhões de vínculos ativos, representando crescimento de 2,6% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho de março também superou o registrado no mesmo mês de 2025.
Entre os estados, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro lideraram a geração de empregos no mês, enquanto Alagoas, Mato Grosso e Sergipe apresentaram saldo negativo. Em termos proporcionais, Acre, Roraima e Piauí tiveram os maiores avanços.
Assim como em Mato Grosso do Sul, o setor de Serviços foi o principal responsável pela geração de empregos no país, seguido por Construção, Indústria e Comércio. A Agropecuária foi o único segmento com resultado negativo em nível nacional.
As mulheres responderam pela maior parte das vagas criadas no Brasil, com 132.477 postos, enquanto os homens ocuparam 95.731. Jovens de até 24 anos concentraram 72,6% das contratações, e trabalhadores com ensino médio completo foram maioria entre os admitidos.
O salário médio de admissão em março foi de R$ 2.350,83, registrando leve queda em relação a fevereiro, mas alta de 1,8% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Entre trabalhadores típicos, a média foi de R$ 2.397,89, enquanto os não típicos receberam, em média, R$ 2.019,09.






