Evento em Campo Grande reuniu setores da saúde, assistência social e justiça para fortalecer a rede de proteção a crianças e adolescentes
A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES), por meio da Coordenadoria Estadual de Vigilância em Saúde do Trabalhador (CVIST) e do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest), participou do V Encontro Estadual de Enfrentamento ao Trabalho Infantil, realizado com foco na proteção integral de crianças e adolescentes.
O evento foi promovido pela Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (SEAD), com apoio da SES e de instituições parceiras, e ocorreu no dia 3 de junho, em Campo Grande, na sede do Sebrae. A iniciativa reuniu representantes de diferentes áreas para debater estratégias de prevenção e erradicação do trabalho infantil em Mato Grosso do Sul.
A programação integrou as ações alusivas ao Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, celebrado em 12 de junho, e promoveu o diálogo entre profissionais da assistência social, saúde, educação, sistema de justiça, conselhos de direitos e organizações da sociedade civil que atuam na rede de proteção à infância e adolescência.
Durante o encontro, a representante da SES, Bel Silva, participou do painel “Proteção Integral no Campo: O Enfrentamento do Trabalho Infantil na Agricultura Familiar”. Na ocasião, foram discutidos os impactos do trabalho infantil na saúde de crianças e adolescentes e a importância da atuação integrada entre diferentes políticas públicas.
Segundo ela, o problema vai além da área trabalhista e pode gerar reflexos diretos na saúde. “Muitas vezes, os impactos chegam aos serviços de saúde por meio de acidentes, intoxicações e sofrimento mental. Por isso, a atuação conjunta entre saúde, assistência social, educação e sistema de garantia de direitos é fundamental”, destacou.
O encontro também apresentou dados que reforçam a necessidade de vigilância e qualificação contínua da rede de proteção. Entre 2021 e 2025, Mato Grosso do Sul registrou notificações relacionadas a trabalho infantil, acidentes de trabalho e intoxicações envolvendo crianças e adolescentes, evidenciando a importância do acompanhamento permanente das políticas públicas.






