Federação aposta em diversidade com candidatas indígenas, trans e lideranças sociais
Com presença feminina em destaque, a Federação Psol-Rede apresentou uma chapa com maioria de mulheres para a disputa por vagas na Câmara Federal em Mato Grosso do Sul. Dos nove nomes lançados, cinco são mulheres, que representam diferentes trajetórias, regiões e bandeiras de atuação no estado.
A composição reúne candidatas ligadas à educação, aos movimentos sociais, à defesa dos direitos humanos, às causas indígenas e à luta contra a violência e a discriminação. Entre os nomes estão uma mulher indígena, uma mulher trans e lideranças com atuação comunitária e política.
Segundo o presidente da Federação, Beto Teles, a chapa foi construída para representar diferentes realidades da população sul-mato-grossense em Brasília.
“Montamos uma chapa competitiva, formada por pessoas que conhecem a realidade de Mato Grosso do Sul e que vão defender direitos, cobrar mudanças e contribuir para um país com mais igualdade e justiça social”, afirmou.
O candidato ao governo pelo grupo, Lucien Rezende, destacou justamente a diversidade como uma das principais marcas da composição. Para ele, os candidatos representam uma nova forma de fazer política, com maior participação de grupos historicamente pouco representados nos espaços de poder.
“Temos indígenas, uma mulher trans do interior do Estado, professores, lideranças comunitárias e sindicais. É uma chapa diversa, próxima das pessoas e comprometida com pautas progressistas”, declarou.
Entre as candidatas está Gleicyell Nonato Guató, representante do povo Guató, com atuação como artista, escritora, produtora cultural e ativista pelos direitos indígenas. Também integra a chapa Lahuanny de Oliveira, de Aquidauana, que atua no combate à transfobia, à violência e ao feminicídio.
A lista feminina ainda conta com Cláudia Teles, de Dourados, pedagoga e especialista em Educação Especial; Fátima Pereira, de Campo Grande, com trajetória na gestão pública e em projetos sociais; e Lya, servidora pública estadual e presidente da Rede Sustentabilidade em Mato Grosso do Sul.
Além das mulheres, a chapa reúne nomes indígenas, professores, sindicalistas e lideranças comunitárias. Entre eles estão Anízio Guató, liderança do povo Guató Canoeiro do Pantanal; Jorge Cabral, cientista social e dirigente sindical; Professor Fábio, de Dois Irmãos do Buriti, ligado à defesa dos profissionais da educação; e Urias, representante da Rede Sustentabilidade no estado.
A Federação afirma que a proposta é levar para o Congresso uma representação marcada pela diversidade e pela defesa de pautas sociais.




