Antes tratada nos bastidores como uma possibilidade, a desistência do senador Nelsinho Trad (PSD) da disputa pela reeleição ao Senado foi oficialmente confirmada neste sábado (1º). Em nota pública, o parlamentar anunciou que atenderá à orientação da direção nacional do partido e passará a integrar, como primeiro suplente, a chapa encabeçada pelo ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), consolidando uma das principais reviravoltas da corrida eleitoral em Mato Grosso do Sul.
A decisão encerra as especulações políticas sobre o futuro do senador e confirma o cenário antecipado nos bastidores, de que o PSD abriria mão da candidatura própria ao Senado para fortalecer uma ampla aliança em torno do grupo liderado pelo governador Eduardo Riedel (PSDB) e pelo ex-governador Reinaldo Azambuja.
Em sua manifestação, Nelsinho afirmou que a decisão foi tomada por “alinhamento partidário” e em respeito à estratégia definida pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.
“Atendendo à diretriz estratégica e à convocação da Direção Nacional do PSD, sob a liderança do nosso presidente Gilberto Kassab, tomei a decisão de redirecionar meu projeto de reeleição ao Senado Federal. Por alinhamento partidário e em nome de uma grande aliança pelo desenvolvimento de Mato Grosso do Sul, passo a compor, como suplente, a chapa encabeçada pelo ex-governador Reinaldo Azambuja (PL)”, declarou.
Decisão sacrifica projeto pessoal
Ao longo da nota, o senador reconhece que abrir mão da candidatura não foi uma escolha fácil, mas sustenta que o interesse coletivo deve prevalecer sobre projetos individuais.
“Quem me conhece sabe do amor com que exerci e exerço cada dia do meu mandato no Senado, sempre trabalhando incansavelmente pelos 79 municípios do nosso Estado. No entanto, em momentos decisivos, o papel de um verdadeiro líder é saber colocar os interesses coletivos e as orientações do seu grupo político acima dos seus próprios sonhos”, afirmou.
A declaração confirma a leitura que já circulava entre lideranças políticas de que a permanência de Nelsinho na disputa poderia fragmentar a base governista na eleição para o Senado, cenário que passou a ser evitado após a costura conduzida pelo PSD nacional.
“Não dou um passo atrás”
Na tentativa de afastar qualquer interpretação de derrota política, Nelsinho fez questão de afirmar que a decisão representa uma estratégia de grupo e não um recuo em sua trajetória.
“Não dou um passo atrás; dou um passo ao lado para somar forças.”
Segundo ele, a composição fortalece tanto o PSD quanto a candidatura de Reinaldo Azambuja.
“Reinaldo Azambuja representa a continuidade de um trabalho sério, e a minha presença nessa composição garante que a voz, a experiência e a articulação do PSD continuem firmes no centro das decisões por Mato Grosso do Sul”, destacou.
Reviravolta muda o tabuleiro eleitoral
A confirmação da desistência altera significativamente o cenário da disputa pelas duas vagas ao Senado em Mato Grosso do Sul. Com a saída de Nelsinho da condição de candidato titular, a aliança governista reduz a concorrência interna e busca concentrar forças em torno da chapa majoritária.
Nos bastidores, a movimentação já era tratada como uma articulação de alto nível envolvendo o PSD nacional e lideranças estaduais, mas faltava a confirmação oficial do senador, que agora admite ter atendido ao chamado do partido.
Ao encerrar a nota, Nelsinho reforçou que continuará atuando politicamente e cumprirá seu mandato até o fim.
“Sigo de pé, jogando pelo time, fiel ao meu partido e, acima de tudo, dedicado a servir à população sul-mato-grossense até o último dia da minha vida pública.”






