Lideranças indígenas apresentaram pedidos de melhorias em escolas, atendimento médico, estradas e apoio à agricultura familiar
O governador Eduardo Riedel recebeu representantes de dez comunidades indígenas de Miranda para ouvir demandas relacionadas à educação, saúde, infraestrutura e fortalecimento da produção nas aldeias. Durante o encontro, as lideranças apresentaram pedidos como a conclusão de obras escolares, implantação de uma unidade de hemodiálise e melhorias para ampliar o apoio aos pequenos produtores.
Entre as principais reivindicações está a conclusão da Escola Moreira, a construção de uma unidade estadual de ensino na região da Pilad e a implantação de um Centro de Hemodiálise na Aldeia Moreira. As medidas foram apontadas como importantes para ampliar o acesso dos moradores aos serviços públicos dentro das próprias comunidades.
Participaram da reunião os caciques João Lalima, Divanildo, da Lagoinha; Jacinto, do Morrinho; Branco, do Babaçu; Zacarias, da Mãe Terra; Dirceu, do Passarinho; Tarcísio, da Moreira; Rosalina, da Terra Nova; Edno, da Boa Esperança; e Josias, da Argola.
Além das áreas de saúde e educação, as lideranças também solicitaram investimentos em infraestrutura, como obras de cascalhamento e drenagem nas aldeias, além da disponibilização de patrulhas agrícolas para cada comunidade.
Segundo o governo estadual, os equipamentos podem ajudar na preparação do solo, facilitar o trabalho dos produtores e ampliar a capacidade de cultivo e geração de renda nas comunidades indígenas.
“Nosso compromisso é transformar as demandas apresentadas pelas comunidades em soluções construídas com planejamento, responsabilidade e diálogo. Educação, saúde, estradas e apoio à produção fazem parte da mesma tarefa: assegurar dignidade e oportunidades às famílias indígenas”, afirmou Riedel.
As propostas apresentadas pelos caciques passarão por análises técnicas para avaliar a viabilidade dos projetos, investimentos necessários e possíveis cronogramas de execução.
Investimentos na produção indígena
Nos últimos quatro anos, ações voltadas à inclusão produtiva e segurança alimentar dos povos indígenas receberam R$ 28,8 milhões em investimentos no Estado. Os recursos foram destinados a programas de assistência técnica, aquisição de equipamentos, capacitação e incentivo à produção nas comunidades.
Entre as iniciativas está o Fomento Rural, que aplicou R$ 6,6 milhões em projetos produtivos e beneficiou 1.440 indígenas em quatro municípios. Também foram destinados recursos para programas de extensão tecnológica, apoio à agricultura familiar e aquisição de alimentos produzidos pelas próprias comunidades.
O Programa de Aquisição de Alimentos voltado aos povos originários, por exemplo, recebeu R$ 10 milhões e atendeu 1.280 famílias, unindo incentivo à produção e distribuição de alimentos para comunidades em situação de vulnerabilidade.
Apoio alimentar e serviços públicos
Na área social, o programa Cesta Alimentar Indígena distribui mensalmente quase 20 mil cestas em 86 aldeias de 27 municípios de Mato Grosso do Sul. A composição dos alimentos foi atualizada para incluir itens alinhados aos hábitos culturais das comunidades.
O Estado também mantém investimentos em estruturas como unidades de saúde, escolas, abastecimento de água, quadras esportivas e moradias em aldeias de diferentes regiões.
Em Miranda, o encontro com as lideranças indígenas abriu uma nova rodada de diálogo sobre demandas antigas das comunidades. A expectativa agora é que os pedidos apresentados avancem para projetos e ações concretas voltadas à melhoria da qualidade de vida dos moradores das aldeias.




